Do blog: alcilene.zip.net
Faltou comprometimento.
Péra lá que agora eu vou falar.
O carnaval no Rio de Janeiro é um negócio. Ponto. E pronto.
Um negócio de milhões e milhões de dólares.
O carnaval do Rio de Janeiro é turismo, é cultura, é história, é entretenimento.
Mas é um negócio.
O Amapá foi muito competente nas articulações em que colocou o tema Amapá para a Escola de Samba Beija-flor de Nilópolis, como um tema rico e factível para ser um enredo.
Isso é um mérito de quem acreditou e fez a política do convencimento e articulação.
Só que toda articulação trás comprometimento de todas as partes que negociam.
E qual foi a base da negociação?
A Beija-Flor faria seu enredo sobre o Amapá.
Compromisso cumprido.
O governo, a prefeitura e o Sebrae através de suas autoridades e dirigentes, que foram várias vezes ao Rio de janeiro encontrar-se com os dirigentes da escola, conforme fotos que circularam na imprensa local, captariam recursos com a iniciativa privada para participar como patrocinadores do desfile da escola. Isso ficou registrado em uma Carta Compromisso assinada num almoço no Rio de Janeiro, onde estavam os dirigentes da Beija-flor, o governador Waldez Góes, o prefeito João Henrique e o presidente do Sebrae, Alberto Góes.
Compromisso não cumprido.
Assumir compromissos tão sérios com uma escola de samba do Rio de Janeiro e não cumprir, é pagar um mico nacional.
Presos por Presos
E o pior é a justificativa divulgada na mídia local desde ontem, dizendo que houve dificuldades na captação de recursos com a iniciativa privada por que as empresas não querem ligar suas imagens à Beija-Flor, por que o presidente da escola Anísio Abraão David foi preso em uma operação da Polícia Federal.
Preso por preso o prefeito de Macapá, e outras “otoridades” do Amapá, tanto quanto Anísio, conhecem como é uma cela da PF.
A "trocentos" anos todos sabem que o carnaval do Rio de janeiro é comandado por bicheiros e que o jogo do bicho é ilegal e como ilegal é uma vertente do crime organizado.
A beija-flor não vai mudar seu enredo, até porque não há mais tempo.
Mas é bom não brincar com a criatividade de um carnavalesco e nem com compromissos assumidos com o povo do jogo do bicho.
Dirigentes da Beija-flor com o prefeito de Macapá, João Henrique e o governador, Waldez Góes.